segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

13º salário. Cinco dicas de ouro!

Olá, meus caros!

   O fim de ano vem chegando e com ele todas as suas características: férias escolares, feriados, reuniões em família, compras natalinas, viagens, etc. Uma característica importantíssima para o trabalhador formal é o recebimento das parcelas do 13º salário, que pode ser de grande valia na reorganização financeira e para a compra de presentes. O problema dessa gratificação é que muitas vezes ela serve como ferramenta para a contração de mais dívidas, quando mal utilizada.

   A Gratificação Natalina, nome formal do 13º salário, é uma gratificação instituída em alguns países a ser paga ao empregado pela entidade patronal (empresa ou pessoa física que você presta serviços com vínculo empregatício). No Brasil, ela foi instituída no governo do presidente João Goulart por meio da lei 4.090/1962. Legalmente esse subsídio é equivalente a 1/12 (um doze avos) da remuneração para cada mês trabalhado. O pagamento deve ser feito como referência ao mês de dezembro, podendo ser pago em até duas parcelas (ou três para o caso de vendedores comissionados). A primeira correspondente a metade do valor pode ser paga entre os meses de fevereiro a novembro e a última obrigatoriamente em dezembro com limite de até o vigésimo dia do mês. Uma terceira parcela é paga para vendedores comissionados em janeiro, que corresponde à diferença entre o valor projetado e o real de comissões no mês de dezembro. 

   Uma dúvida fundamental sempre invade a mente do trabalhador brasileiro: Como usar meu 13º? Muitas pessoas usam da gratificação para compras natalinas, outros usam para quitar dívidas e alguns outros até para contrair mais. Muitas vezes o recurso acaba sem percebermos ou até mesmo ele não é suficiente nem para a cobertura de dívidas básicas que foram postergadas para quitação com esse benefício. 

   Dentre os diversos problemas que impedem um melhor uso da gratificação natalina o principal é a falta de planejamento. Muitos o recebem como um auxílio extra, não contábil. É aí que se enganam. Planejar o uso é fundamental, pois com a alocação de parcelas de recursos em diferentes setores é possível atender diferentes demandas ou até mesmo resolver situações financeiras emergenciais na família. Nesse texto, abordarei algumas dicas de como aproveitar melhor o uso do benefício.

1) Pagamento de dívidas. As dívidas devem ser priorizadas, principalmente as que possuem elevadas taxas de juros, como cartões de créditos e parcelas de financiamento, Muitas vezes ao segurarmos o pagamento de alguma dívida para o mês de dezembro esquecemos de considerar a taxa de juros, que num atraso relativo a três meses pode aumentar consideravelmente o valor do pagamento. Quando não projetamos cautelosamente o impacto da dívida após esses meses, podemos nos comprometer gravemente com a falta de recursos para a quitação da dívida ou até mesmo criar outras maiores para o pagamento da atual.
Mesmo que o dinheiro seja insuficiente para a quitação das pendencias financeiras, negocie com o credor e use parte do dinheiro como "entrada" para um parcelamento mais estendido. Essa medida tirará seu nome dos órgãos de proteção ao crédito (caso constem) e te dará mais possibilidades para quitação nos meses seguintes.

2) Viagem em família. As viagens são importantes atividades que nos aproximam mais de nossos pares, porém ela deve ser feita de forma consciente e planejada, O planejamento de gastos (incluindo os imprevistos) é extremamente importante para que você não se veja sem dinheiro no meio do passeio e que também não faça dívidas imprevistas com órgãos de crédito e comece o próximo ano já endividado. Lembrando ainda que viajar é importante, porém equilíbrio financeiro é mais. Não deixe dívidas com altas taxas de juros paradas e evite utilizar o dinheiro apenas para o lazer. Num curto prazo o valor do pagamento pode estar muito acima do esperado. Se você não abre mão de viajar (que é meu caso rsrsrs) encaminhe parte para o pagamento das contas e a outra parte para uma viagem de natureza mais simples (mais próxima, em hotéis mais baratos, em um meio de transporte mais popular, etc). No próximo(s) ano(s), com um planejamento financeiro mais rigoroso, você conseguirá fazer uma viagem para um local mais "luxuoso".

3) Compras natalinas. A arte de comprar e de consumir: em época de natal muitos querem apenas confraternizar com o bom e do melhor. Presentes caros, jantares caros, gastos excessivamente acima do necessário, agradar aquele parente e outros. São cuidados que devemos ter nas festas de fim de ano. Muitas vezes passamos por um ano difícil e pensamos que esta pode ser a única oportunidade de confraternizar com tudo aquilo que "temos direito". Gastos elevados e fora de controle com festas, presentes e viagens podem nos fazer entrar no ano seguinte com mais dívidas, que podem desequilibrar o fluxo financeiro da família ou pessoal por mais um ano inteiro, Janeiro normalmente é acompanhado de compra de material escolar, pagamento de IPTU, IPVA (placas correspondentes), matrícula de filho na escola, compra de roupas, etc. Esquecer dos compromissos do novo ano e encaminhar o benefício salarial em totalidade para alguns eventos sociais pode ser um tremendo "tiro no pé". O presente não precisa ser necessariamente aquele mais caro, a comida não precisa ser necessariamente aquela das embalagens mais coloridas, a viagem não precisa ser para longe. Natal é época de confraternização humana, onde as pessoas se aproximam e passam por momentos de alegria e descontração. Sua presença e sua contribuição na medida que você consegue é mais que o suficiente para esse evento ímpar no ano, que nos reaproxima de amigos, família, etc. É fundamental que as compras natalinas sejam feitas à vista.

4) Pagamento de impostos e material escolar. Novamente entramos com a questão do planejamento. Seu quadro deve ser analisado.Normalmente pessoas pertencentes às classes sociais mais baixas possuem salário com "arrochos" para o pagamento de novas despesas. Uma parcela referente ao IPTU ou ao material escolar a mais no fluxo mensal pode ser de imenso prejuízo ao equilíbrio financeiro. Se for seu caso, priorize esses pagamentos com parte da gratificação natalina.  

05) Poupança e reserva de emergência. Todos precisamos de um "pé de meia" as vezes, né? Segundo especialistas da revista EXAME, um bom pé de meia deve ter valor referente a 10 vezes o valor do seu salário atual, ou seja, se você ganha um salário mínimo, sua reserva deve ser de dez salários mínimos. Muitas vezes é difícil construir tamanha reserva, mas todos os esforços e economias são bem vindos. Talvez aplicar o dinheiro ou parte dele na caderneta de poupança seja uma ótima solução para aquele caso onde o valor do atendimento hospitalar de última hora parcelado fique 30% mais caro do que o pagamento a vista. Talvez até para comprar aquele acessório necessário com 12% de desconto no boleto. Um gasto emergencial pago a vista pode compensar aquela viagem mais "simples" feita no natal. 

Planejar e controlar são ações importantes necessárias no equilíbrio financeiro. Quando planejamos com base em nossa realidade e nos vigiamos para seguir de forma rígida a utilização do dinheiro, temos acesso a mais recursos nas horas necessárias e até mesmo para desfrutar aquela viagem legal após o cumprimento de medidas prioritárias: pagamento de dívidas e impostos e reserva de emergência e aplicações concretizada. 

Meus caros, muita boa sorte no uso do 13º salário e não esqueçam do planejamento e da quitação de prioridades! Abraços e muita luz! 

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